Brasil - "Pode ir embora", disse Guedes após reclamações de Salim em reunião.

Depois, em outras conversas com a sua equipe, o ministro reforçou que precisava de alinhamento. No mesmo dia

No momento em que o então secretário especial de Desestatização Salim Mattar reclamou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que a agenda de privatizações estava lenta, Guedes não hesitou: "pode ir embora", disse o ministro, segundo relatos de auxiliares do governo.



Salim acompanhou Guedes em uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto na terça-feira (11) de manhã. Lá, o presidente também não fez esforço para segurar o secretário. Disse que o ministro tem seu apoio e minimizou a demissão de Salim, delegando a Guedes a condução de sua equipe.



Depois, em outras conversas com a sua equipe, o ministro reforçou que precisava de alinhamento. No mesmo dia, Paulo Uebel, então secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, que para alguns auxiliares da pasta agia como "sombra de Salim", resolveu anunciar que também não via razões para continuar.



Ele estava com a reforma administrativa pronta desde o ano passado, mas Bolsonaro avisou que não queria que ela fosse apresentada neste ano. Guedes novamente não fez esforço para mantê-lo e aceitou "a debandada". Segundo relatos de pessoas próximas ao ministro, Guedes se rendeu à força política e avisou aos seus subordinados o que também deixou claro publicamente: "quem manda é o presidente" e "ele é quem tem voto".

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